Villa romana
Vila romana de Cambre
Cambre · A Coruña
Foto: Lansbricae · CC BY-SA 2.0 · Wikimedia Commons ↗
A Vila romana de Cambre é um sítio arqueológico localizado na vila de Cambre e integrado na Rede galega de patrimônio arqueológico, na Corunha, comunidade autónoma da Galiza (Espanha). Por mor de umas obras encontraram-se em 1998 os restos do qual no tempo da Galécia romana foi uma villa rural, datado entre os séculos II e IV. Assentada em um dos diferentes níveis do terraço fluvial, tal localização deveria-se às boas condições do terreno para a exploração agrícola.
O Centro de Interpretação e Museu arqueológico de Cambre
Por ocasião de uma atuação arqueológica prévia à construção de um bloco de moradias num lugar situado entre um assentamento castrejo e o mosteiro beneditino do que formava parte a igreja, encontraram-se uma série de vestígios arqueológicos de época romana correspondentes a uma parte de uma villa tardo-romana. Os restos encontrados foram deslocados do lugar do achado, frente da igreja românica de Santa Maria, e musealizados num centro de interpretação integrado em nossos dias no Museu arqueológico de Cambre. O museu é dividido em dois espaços: Um primeiro com painéis explicativos e vitrinas com restos dos achados (restos cerâmicos de terra sigillata, tégulas...) e nomeadamente os restos pictóricos. Os painéis situam o visitante no contexto histórico, começando com apartados sobre "A presença romana na Galiza", a Reconstrução de uma vila romana, e As pinturas e seu processo de restauração. Num segundo espaço encontramos os restos transladados acompanhados por maquetes representando a vila e os elementos reconstruídos.
O banho e as latrinas
O achado consistiu no balneu (balneum) e as latrinas (latrinae) da villa. Os muros são de alvenaria irregular com abundante recheio (opus incertum) O balneu. Pelos restos encontrados deduz-se que se trataria de uma estância retangular coberta com abóbada de canhão, e uma coberta a duas águas com telhado composto por telhas (tegulae) e ímbrices. Trata-se de um frigidário, ou seja, um banho frio. À banheira acede-se mediante escadas de tijolos recobertos por morteiro impermeabilizante de entulho de tijolo (opus signinum) e os ângulos terminados por vedantes de estanqueidade do mesmo material. O morteiro é recoberto por uma camada de cal, de cor branca, acentuando a visão através do reflexo da pintura de temas marinhos com os que era decorada a abóbada. As latrinas conservam-se em pior estado, numa estância contígua, mas pode-se interpretar que se tratavam de elementos de uso coletivo. Sob cada fila de assentos havia um canal. Os resíduos escorreriam para o outro canal, feito de tijolos, no que havia uma arqueta de decantação para depurar as águas residuais.
As pinturas murais
Estas pinturas são a descoberta mas importante, já que nelas há uma das poucas amostras de pintura mural representando o mar desde uma óptica mimética, ou seja, uma representação não idealizada do mar. Da representação pictórica da abóbada conservam-se pedaços que representam, num fundo azul, diferente fauna marinha, como peixes, um polvo (ou mas bem parte dos seus tentáculos) e uma vieira. A excepcionalidade destes vestígios faz que não tenham comparação na Península Ibérica e poucas no restante do mundo romano (nomeadamente Pompeia e Herculano), já que a representação romana do mar (tanto em pinturas quanto em mosaicos) costumava ser feita desde uma visão mitológica (apresentando um mar cheio de fauna marítima e fauna terrestre modificada e deuses vinculados a temática marítima) ou bem gastronômica (como amostra ideográfica para os hóspedes dos manjares que oferece o anfitrião), e não como semelha neste caso como tentativa de plasmar de um jeito naturista o próprio meio, efeito ao que ajudava o próprio reflexo das águas frias da piscina. Para alguns autores o estudo comparativo das pinturas de Cambre com algumas recentemente encontradas em Lugo e na Corunha fazem supor a existência duma oficina de pintura romana localizada em terras galegas. As paredes estariam decoradas com pinturas sobre estuque com figuras geométricas, artesãos com losangos, circos e triângulos e motivos vegetais.
Ligações externas
«Página do Museu arqueológico de Cambre com dados do sítio» (em galego). . «Artigo sobre o sítio e sua musealização» (PDF) (em espanhol). .
Texto da Wikipédia em português, com licença CC BY-SA. Ver o artigo completo ↗
Dados
Época Roma Antiga
O que é Museo · Sitio arqueolóxico
Quem cuida Concello de Cambre
Altitude do ponto ≈ 64 m · Terrain Tiles
Vila mais próxima Cambre, a 98 m
Caminho de Santiago Camiño Inglés, a 1,5 km
Habitantes do concelho 24.771 (2025) · IGE
Segundo PNOA
Como ir
Horário Mo-Fr 10:30-13:00
Entrada Grátis
Cadeira de rodas Sim
Endereço Plaza Mosteiro, 15660, Cambre
Chegar de autocarro
- Cambre (concello)a 101 mCambre: Cambre-Anceis-Andeiro
- Cambre (núcleo)a 203 mOs Campons-Univ. Laboral-Teatro Colón · A Patiña-Cambre-Teatro Colón · Cambre: Cambre-Anceis-Andeiro · Os Campons-A Patiña-Cambre-A Barcala-Univ. Laboral-Teatro Colón · Cambre: San Lourenzo-Cruce Meixigo-Cambre · Lema-Cambre-A Barcala-Teatro Colón
- Cambre (núcleo)a 203 mTeatro Colón-Univers. Laboral-Os Campons · Teatro Colón-Cambre-A Patiña · Teatro Colón-Univ.. Laboral-A Barcala-Cambre-A Patiña-Os Campons · Teatro Colón-A Barcala-Cambre-Lema · Hospital Abente y Lago-Cambre-A Patiña II
Paragens do transporte público regional. Haver paragem não quer dizer que passe um autocarro hoje: as linhas estão ordenadas pelo número de circulações que fazem, e os horários estão em bus.gal ↗.